O centro da disputa é uma ordem judicial que, segundo a JGR, vem sendo descumprida diversas vezes desde março. Essa ordem impede Gabehart de prestar serviços semelhantes aos de sua função anterior e de usar informações proprietárias. Hoje, ele também não pode participar de atividades da Cup Series.
JGR pede ordem por desacato e cita acesso a segredos comerciais
A Joe Gibbs Racing protocolou um pedido para que Spire e Gabehart sejam enquadrados por desacato. No processo, a organização afirma que Gabehart manteve acesso a segredos comerciais por meio de uma conta pessoal até o fim de junho de 2026 e diz que o próprio corpo jurídico dele permitiu que esse acesso fosse mantido até esse período.
Em uma de suas manifestações no caso, a JGR afirmou que as “decisões repetidas da Spire de restringir o acesso de Gabehart… foram controle de danos”. Em outro trecho, a organização declarou que as alegações dos réus de cumprimento de boa-fé das ordens da Justiça “também não se sustentam”.
Função na Spire virou ponto central da discussão
A atuação de Gabehart dentro da Spire também aparece como peça importante no processo. Segundo a JGR, ele participou de cinco a 12 reuniões da Cup Series antes de ser removido pela equipe. A organização ainda argumenta que o salário recebido por Gabehart contraria a tese de que sua contribuição na estrutura da Spire teria sido irrelevante.
Na ação, a JGR afirma que Gabehart é o funcionário mais bem pago da Spire e que supervisionava as operações da equipe na NASCAR Cup Series. Em resposta às acusações, Jeff Dickerson, da Spire Motorsports, rebateu de forma direta: “Onde está a prova?”
Entre os pontos citados no caso, a JGR também menciona uma mensagem de 28 de março de 2026 em que Carson Hocevar procurou Gabehart em busca de opinião sobre o comportamento do carro, além de apontar que a Spire confiscou em fevereiro de 2026 o laptop corporativo que havia sido entregue ao dirigente.