Herta aparece em 19º lugar na Fórmula 2, com 26 pontos marcados. Como apenas os oito melhores do campeonato pontuam para a superlicença, ele ficou sem a pontuação extra de que precisava para viabilizar uma mudança para a F1.
Campanha na Fórmula 2 não deu margem para reação
Os melhores resultados de Herta na temporada foram três sétimos lugares, obtidos na Austrália, no Canadá e na Bélgica. O desempenho não bastou para colocá-lo entre os primeiros da tabela e manteve aberta a pendência da superlicença, tema que já acompanha seu nome há algum tempo no paddock.
Ao falar sobre a própria trajetória na Fórmula 2, Herta afirmou que “não tem interesse de seguir na categoria”. A declaração indica que a permanência no certame não está nos planos, mesmo com a necessidade de pontos para a licença da FIA.
Indy deixa de ajudar no cálculo para 2027
Outro ponto relevante é que, em 2024, Herta não contará com os pontos da Indy para a superlicença em 2027. Isso reduz ainda mais as alternativas para completar a pontuação exigida pela FIA dentro da janela considerada para a licença.
Nesse cenário, a possibilidade de retorno em tempo integral à Fórmula Indy ganha peso também pelo aspecto financeiro. O salário de Herta é de US$ 8 milhões, cerca de R$ 41 milhões, enquanto a única vaga aberta em uma equipe grande citada no cenário atual está na Ganassi, que paga aproximadamente US$ 5 milhões, cerca de R$ 25 milhões, a seus pilotos.
Entre os nomes ligados ao tabuleiro da Indy ao redor de Herta estão Andretti, TWG Motorsports, Cadillac, Ganassi, além de pilotos como Will Power, Marcus Ericsson e Kyle Kirkwood. Bryan Herta também aparece entre os envolvidos no entorno da discussão sobre o próximo passo do piloto.