A vitória não foi construída sem pressão. Max Verstappen cruzou a linha de chegada apenas 0,196 segundo atrás de Russell, que ainda teve de controlar uma relargada na liderança em Baku antes de confirmar o triunfo.
Sequência recente sustenta a confiança de Russell
Russell chega ao momento mais forte da temporada com três pódios nas quatro corridas disputadas desde a pausa de agosto. Nesse intervalo, também venceu a corrida Sprint na Holanda, sequência que aumentou a confiança do piloto sobre o potencial atual da Mercedes.
Depois da corrida, Russell resumiu sua expectativa para as próximas etapas: “Sinto que agora posso brigar pela vitória semana após semana”.
Trabalho com engenheiros e adaptação ao W17 foram decisivos
Russell atribuiu parte da evolução ao processo de adaptação ao W17, carro da Mercedes nesta temporada, e ao trabalho desenvolvido ao lado dos engenheiros ao longo do ano. Segundo o piloto, a reação veio mesmo em um período de dificuldades.
“Tenho muito orgulho da resiliência que eu e meu grupo mais próximo de engenheiros mostramos”, afirmou Russell. Em outra declaração, ele acrescentou: “Eu nunca perdi a fé em mim mesmo”.
O GP do Azerbaijão também exigiu uma resposta imediata do piloto em um momento decisivo da prova. Na relargada, com Verstappen logo atrás, Russell explicou como se defendeu para manter a ponta: “Consegui fechar a porta porque sabia que, se ele visse meia chance, iria tentar por dentro”.
O resultado em Baku reuniu, na mesma corrida, a pole, a liderança em todas as voltas, a volta mais rápida e a vitória, combinação que caracteriza o grand chelem e que Russell alcançou pela primeira vez na carreira.