“Acho que ficou claro nesta temporada que os pneus, da frente para trás, provavelmente não tiveram um equilíbrio bom o suficiente”, disse Russell. Em outra observação sobre o tema, ele acrescentou: “Também pode ser por causa da potência extra que temos na saída das curvas”.
Para 2027, a Fórmula 1 terá uma mudança na divisão da entrega de potência das unidades de potência, que passará de 55:45 para 58:42, além de uma nova família de compostos desenvolvida pela Pirelli. O regulamento aerodinâmico também terá alterações.
Mercedes vê cenários diferentes para pneus e aerodinâmica
As declarações de Russell surgem em um contexto em que os carros de 2026 exigiram estilos de pilotagem específicos. Dentro da própria Mercedes, a comparação com Kimi Antonelli tem feito parte desse debate, já que o companheiro de equipe vem superando Russell em velocidade final.
Antonelli, porém, indicou uma leitura um pouco diferente sobre o peso dos pneus nas mudanças previstas para 2027. Segundo o piloto da Mercedes, a alteração não deve ser tão grande: “Acho que o pneu não vai ser tão diferente assim; provavelmente o pneu dianteiro vai mudar um pouco”.
Pirelli prepara nova fase após anos de debate sobre degradação
Fornecedor exclusivo da Fórmula 1 desde 2011, a Pirelli trabalha nos compostos da próxima temporada em meio a um histórico de discussões sobre desempenho e degradação. A questão acompanha a categoria há anos e já provocava reclamações desde 2010.
Antonelli também destacou que a mudança do carro deve ser mais perceptível na parte aerodinâmica. “O carro vai ser diferente; no lado aerodinâmico ele está mudando, especialmente na região do bib”, afirmou o piloto da Mercedes ao comentar o pacote previsto para 2027.