Rosberg afirmou que o motor de combustão da Mercedes está cerca de 2% abaixo do desenvolvido pela Red Bull. Ainda assim, ele destacou que o desempenho energético do pacote da Mercedes equilibra esse cenário, especialmente na forma como a energia da bateria é utilizada ao longo das voltas.
Red Bull se destaca no motor de combustão interna
Ao analisar os dois projetos, Rosberg elogiou o trabalho feito pela Red Bull em seu primeiro programa próprio de motor. “A Red Bull surgiu do zero e construiu o motor de combustão mais rápido de todos”, afirmou.
A comparação traçada por ele separa dois pontos técnicos do conjunto. De um lado, a Red Bull aparece à frente na potência do motor de combustão interna. Do outro, a Mercedes se sobressai na eficiência energética e na capacidade de tirar mais rendimento da bateria, aspecto que Rosberg classificou como a fraqueza atual da rival. “O ponto fraco deles está em toda a eficiência energética da bateria”, disse.
Mercedes equilibra a diferença de potência com o sistema elétrico
Na leitura de Rosberg, o trunfo da Mercedes não está em igualar a Red Bull no motor de combustão, mas em reduzir essa diferença com melhor desempenho do sistema elétrico da unidade de potência. O ex-piloto destacou justamente esse trabalho de eficiência energética como a área em que a Mercedes conseguiu construir vantagem.
A análise também indica que a Red Bull ainda tem margem para evoluir. Rosberg afirmou que o estágio atual do projeto deixa espaço para avanços rápidos, especialmente nessa parte do aproveitamento energético. “Eles podem evoluir rápido porque, partindo do ponto em que estão agora, já é algo incrível”, declarou.
Além de colocar a Mercedes à frente nesse item específico, Rosberg tratou o cenário como um contraste entre duas virtudes técnicas distintas: a força do motor de combustão interna da Red Bull e a capacidade da Mercedes de compensar isso com melhor eficiência da bateria.