O diálogo começou logo depois da neutralização. Carlo Santi, engenheiro de corrida da Ferrari, avisou pelo rádio: “Safety car na pista. Faltam 20 voltas”. Hamilton, então, tentou entender o que havia provocado a intervenção: “Você viu alguma coisa, algum acidente? O que aconteceu?”
Hamilton questionou leitura da equipe sobre o incidente
Na resposta imediata, Santi indicou a condição da pista no trecho do acidente e informou: “Bandeira amarela dupla, bandeira amarela dupla”, em referência ao setor das curvas 4 e 5. Sem uma descrição mais detalhada naquele momento, Hamilton voltou a perguntar à equipe sobre a situação: “OK. Ninguém estava vendo isso acontecer?”
A conversa ocorreu quando o safety car alterava a corrida para a reta final. Com 20 voltas restantes, a definição sobre parar ou não nos boxes ganhou peso maior, especialmente pela necessidade de escolher o composto para o trecho decisivo da prova.
Escolha entre médios e duros entrou no centro da decisão
Logo depois da primeira troca sobre o acidente, Santi pediu a avaliação de Hamilton para a sequência da prova: “Por favor, me diga qual pneu você prefere: médio ou duro?” A pergunta indicava que a Ferrari avaliava as duas opções disponíveis para a relargada e o encerramento da corrida.
Hamilton demonstrou preocupação com o impacto esportivo de uma eventual parada, sobretudo em relação aos carros que vinham atrás. Pelo rádio, o piloto disse: “Vou perder posições por causa dos carros atrás…” Santi respondeu em seguida: “Negativo. Não estamos perdendo posições”.
O safety car foi provocado pela batida de Albon, da Williams. A neutralização reorganizou a prova a 20 voltas da bandeirada, e a Ferrari terminou a corrida com Leclerc em quarto e Hamilton em sexto.
































