A alternativa teoricamente mais rápida é largar com pneus Médios e fazer a troca para os Duros entre as voltas 24 e 30. Ainda assim, os cenários avaliados pela Pirelli mostram que as opções ficam separadas por apenas alguns segundos no tempo total de prova, o que abre espaço para escolhas diferentes no grid.
Baixa degradação reduz peso do composto na corrida
Dario Marrafuschi, diretor de automobilismo da Pirelli, afirmou que o gerenciamento tende a nivelar o rendimento dos pneus em ritmo de prova. “Quando há gerenciamento, eu não esperaria que as diferenças entre os compostos realmente fizessem diferença”, disse.
As condições previstas ajudam a explicar esse cenário: a temperatura ambiente deve ficar em 33°C, com o asfalto por volta de 55°C. Mesmo assim, o graining visto no eixo dianteiro foi classificado como pequeno e administrável.
Macios podem mudar a disputa na saída
Se na corrida longa os compostos tendem a ficar próximos, na largada os pneus Macios podem oferecer um ganho importante. Pelos dados da Pirelli, os Médios precisam de 1,59 metro a mais do que os Macios para acelerar até 150 km/h. No caso dos Duros, a perda é ainda maior: 3,49 metros em relação aos Macios.
Por isso, embora a estratégia de uma parada com Médios e Duros apareça como a mais rápida no papel, os Macios surgem como uma alternativa para quem quiser atacar posições logo nos primeiros metros. Já a largada com pneus Duros é vista como improvável.
Mercedes aparece como referência no ritmo de corrida
Nos treinos, o ritmo de corrida colocou a Mercedes como referência entre as equipes observadas pela Pirelli. Em um cenário em que o desgaste é baixo e as variações estratégicas tendem a ser pequenas, esse desempenho ganha peso para a disputa da prova.
A Pirelli também trabalhou com outras janelas de parada em suas simulações, incluindo cenários entre as voltas 19 e 25, 22 e 28, 30 e 36 e 32 e 38, o que amplia o leque para quem tentar usar a largada ou o momento do pit stop para buscar posição.