O equilíbrio do pelotão da frente também pesa na definição tática. As quatro principais equipes estão separadas por apenas 0s12 no ritmo de corrida, o que reduz a margem para erros na escolha do composto e no momento da parada.
Janelas de parada colocam Macios e Médios em rotas diferentes
Para quem começa com os Macios, a janela ideal de pit stop aparece entre as voltas 20 e 26. Já os pilotos que largarem com os Médios têm como faixa de parada as voltas 21 e 27, também mirando o stint final com os Duros.
A opção Médio-Macio aparece como uma alternativa em crescimento entre os pilotos, com pit stop ideal entre as voltas 26 e 32. Dario Marrafuschi, diretor de automobilismo da Pirelli, resumiu a expectativa para a corrida: “Pessoalmente, acho que Médio-Macio será a escolha preferida”.
Duas paradas existem, mas com custo alto
A estratégia de duas paradas é vista como menos provável, embora siga no radar. O desenho mais agressivo nesse caso seria Macios-Médios-Macios, apostando em ritmo mais forte ao longo da prova.
O custo dessa abordagem ajuda a explicar por que ela não surge como favorita: uma parada em bandeira verde representa perda de cerca de 20s5. Em situação de Safety Car, esse impacto cai em cerca de dez segundos, o que pode reabrir o leque de escolhas durante a corrida.
Calor e vento podem mudar o plano ao longo da prova
As temperaturas de pista são previstas próximas dos 40°C, um fator diretamente ligado à degradação. Além disso, a previsão de vento, com referência de 30 km/h, é tratada como variável importante porque pode alterar o comportamento dos pneus e mexer nas estratégias definidas antes da largada.
No comparativo de desempenho apontado para a prova, os Macios têm vantagem estimada de 0s10 por volta, os Médios de 0s08 e os Duros de 0s05, números que ajudam a explicar por que diferentes combinações seguem viáveis para a corrida em Austin.