O lance chamou atenção pelo tamanho da escapada. Juan Pablo Montoya avaliou que “pareceu que ele perdeu o ponto de freada por 30 metros. Não é normal”. Durante a transmissão, Damon Hill também tratou o episódio como algo fora do padrão, embora tenha observado que a corrida teve outros problemas parecidos de frenagem.
Piastri afirmou depois da prova que não freou mais tarde nem com mais força do que de costume. Na sequência da análise interna, Andrea Stella, chefe da McLaren, disse que a equipe teve parte da responsabilidade no incidente, o que tirou o foco de uma leitura puramente individual sobre o erro.
Curvas 1 e 5 tiveram sequência de dificuldades na freada
Hill, comentarista da F1TV, apontou que vários pilotos sofreram com a referência de frenagem, principalmente nas curvas 1 e 5. “Parece que isso está pegando eles de surpresa, pelo nível de aderência e talvez pela queda de temperatura”, disse o ex-piloto.
O problema não ficou restrito à McLaren. Alex Albon abandonou a prova depois de calcular mal a freada na curva 5, e Lando Norris também cometeu um erro semelhante durante a corrida, embora no caso dele a perda tenha sido menor, com apenas uma posição cedida.
Dentro desse contexto, o caso de Piastri chamou mais atenção porque aconteceu no momento em que ele brigava diretamente pelas primeiras posições. A travada nas duas rodas dianteiras o levou reto para a área de escape e transformou uma disputa por pódio em uma corrida de recuperação no pelotão intermediário.
Erro gera críticas e amplia sequência sem pontos
Jacques Villeneuve classificou a escapada de Piastri como um erro de novato. A avaliação contrasta com a versão apresentada pelo próprio piloto, que negou ter mudado sua referência de freada, e com a explicação da McLaren, que assumiu responsabilidade parcial pelo episódio.
O resultado ampliou um número ruim de Piastri na temporada. Após 15 de 15 GPs disputados até aqui, ele já deixou de pontuar em seis corridas.
































