O ponto central da crítica está no gerenciamento dos 350 kW de energia elétrica. De acordo com Piastri, os pilotos já não controlam completamente essa entrega, porque os algoritmos analisam o circuito durante o GP para decidir onde usar a energia disponível. Em algumas situações, isso faz o carro perder potência antes mesmo do fim da reta.
Questionado sobre a sensação de depender do sistema, Piastri respondeu: “Às vezes, sim”. Ao explicar a dificuldade de adaptação, acrescentou: “É difícil de entender às vezes”.
Pistas com menos frenagens fortes aumentam o problema
Piastri disse que o comportamento do sistema varia bastante de acordo com o traçado. O problema, segundo ele, aparece com mais intensidade em pistas com poucas oportunidades de frenagem forte, cenário em que a recuperação e a redistribuição de energia ficam mais complicadas.
Entre os exemplos citados por ele, Spa e Silverstone aparecem como circuitos mais difíceis nesse aspecto, enquanto Hungaroring e Zandvoort seriam mais simples de administrar. Em Spa, o piloto relatou que houve trechos em que o carro funcionou apenas com o motor de combustão interna.
Diferenças no código influenciaram o tempo de volta
Além da característica de cada pista, Piastri apontou que ajustes mínimos nos códigos dos sistemas tiveram efeito direto no desempenho. Segundo o piloto da McLaren, essa sensibilidade ficou ainda mais evidente nas disputas entre os competidores da frente.
Ao tratar desse impacto, Piastri afirmou: “Essas pequenas diferenças no código… fizeram uma diferença bastante grande no tempo de volta”. A avaliação do piloto indica que, no cenário atual, o acerto de software na gestão da energia passou a ter peso relevante no rendimento do carro ao longo das corridas.