A temporada marca uma mudança grande no cenário de Piastri. Depois de vencer sete GPs no ano passado e terminar a apenas 13 pontos do título, o piloto viu a regressão da McLaren tirar a equipe da briga pelo campeonato em 2026. Internamente, a diferença para Lando Norris também aumentou: Norris tem 66 pontos de vantagem, conquistou as duas vitórias da McLaren no ano, fez as três poles da equipe e soma cinco dos sete pódios do time.
Piastri terminou à frente do companheiro em apenas três corridas na temporada. Ao explicar o momento, o piloto afirmou que a adaptação ao comportamento dos carros de 2026 não tem sido natural para ele.
Piastri relata dificuldade com o estilo exigido pelos carros de 2026
Piastri resumiu o problema como uma questão de adaptação. “O estilo de pilotagem de cada um é único, claramente”, disse. Em seguida, foi mais direto sobre o que tem sentido com os carros atuais: “Isso certamente favorece uma certa forma de pilotar que, para mim, não tem sido algo particularmente natural.”
Andrea Stella já havia afirmado em mais de uma ocasião que Piastri precisa “pilotar e pensar” com os novos carros. O contexto técnico ajuda a explicar a cobrança: os modelos de 2026 deslizam mais por causa da redução de downforce, o que altera referências de entrada e saída de curva e a forma de construir ritmo ao longo da volta.
Palmer cita tendência que também afeta outros pilotos
Ao comentar o assunto, Palmer relacionou a discussão a um movimento mais amplo no grid, embora as situações não sejam idênticas entre os pilotos mencionados. “É impressionante como isso virou um tema tão grande agora”, afirmou.
O debate aparece também em observações técnicas feitas por outros nomes do paddock. Max Verstappen havia alertado que os pilotos precisariam esperar mais antes de aplicar o acelerador para preservar a bateria, outro elemento que influencia a forma de extrair desempenho dos carros de 2026. No mesmo cenário, George Russell aparece 66 pontos atrás do companheiro Kimi Antonelli.