Quando o Safety Car Virtual foi acionado, Norris já havia passado pela entrada dos boxes. Sem a possibilidade de aproveitar imediatamente a neutralização para reduzir a perda no pit stop, o piloto acabou chamado assim que a prova voltou à bandeira verde. Em um circuito em que as ultrapassagens são difíceis, a escolha pesou ainda mais.
Palmer questiona o momento da parada
Jolyon Palmer, ex-piloto de Fórmula 1, criticou diretamente a decisão da McLaren. “Eu não conseguia acreditar que o Norris entrou nos boxes naquele momento”, afirmou ao analisar o lance.
Palmer também apontou que a comunicação entre Norris e a equipe indicava que a parada já estava definida antes mesmo da sequência com o VSC. “As conversas mostraram que a parada já estava planejada”, disse o ex-piloto.
Na avaliação dele, o problema não foi apenas o tempo perdido no pit stop, mas o contexto em que a parada aconteceu. Como a corrida já voltava em bandeira verde, Norris perdeu 25 segundos numa pista em que recuperar posição na pista não era algo simples. Palmer resumiu a consequência ao dizer que a escolha “tirou todas as oportunidades restantes da equipe”.
Norris reclamou do efeito do VSC na corrida
Depois da prova, o próprio Norris demonstrou frustração com a forma como o Safety Car Virtual interferiu na estratégia. O piloto da McLaren direcionou a reclamação ao funcionamento do procedimento e defendeu que os pit-stops aconteçam ao menos uma volta depois do acionamento do VSC.
“Fomos os únicos a perder, e eu perdi cerca de vinte segundos de tempo de corrida”, disse Norris.
A combinação entre o momento do VSC e a parada fora da janela mais favorável ajudou a explicar por que Norris viu a vantagem para Antonelli desaparecer. Como ele já tinha passado da entrada dos boxes quando a neutralização começou, a McLaren precisou escolher entre estender o stint ou parar depois da relargada virtual, cenário que acabou colocando o piloto em desvantagem no restante da corrida.
































