Nesse cenário, a potência pode cair de 1000 cv para 550 cv, um efeito que passou a ocupar o centro das discussões técnicas na categoria. Outro ponto citado no debate é a falta de torque em baixas rotações no motor de combustão interna.
Ocon cita V8, V10 e combinação com eletrificação
Piloto da Haas, Ocon disse que o assunto não precisa ficar restrito a um único modelo de motor para os próximos anos. “Todo mundo pensa em motores V8 e V10, naturalmente aspirados, claro”, afirmou.
Ao explicar sua visão, o francês indicou preferência por uma solução que preserve características mecânicas mais tradicionais sem abandonar a parte elétrica. “Acredito que os melhores superesportivos combinam um motor barulhento com um toque de eletrificação”, disse Ocon.
Ele também afirmou que vê mais de uma possibilidade para a Fórmula 1 seguir adiante nesse tema. “Existem inúmeras possibilidades quando se fala de motores”, completou o piloto da Haas.
Críticas ao regulamento atual alimentam busca por alternativas
As declarações de Ocon aparecem no momento em que o regulamento de 2026 enfrenta questionamentos por causa do comportamento das unidades de potência híbridas em condições de bateria descarregada. A queda brusca de potência nas retas se tornou um dos problemas mais citados.
Além disso, o debate técnico também inclui a resposta do motor de combustão interna em baixas rotações e a possibilidade de uso de turbo como alternativa para o futuro. Ocon não apresentou um formato fechado para uma próxima geração de motores, mas indicou que enxerga espaço para diferentes combinações entre desempenho mecânico e eletrificação.
A discussão acontece no último ano de Ocon no grid da Fórmula 1, já que o piloto vai se despedir da categoria ao fim da temporada.