Ao falar sobre o assunto, o piloto da McLaren disse que poderia entrar em discussões sobre o caso, mas preferiu assumir a responsabilidade pela manobra. “Eu poderia facilmente entrar nesse debate”, afirmou. Em seguida, resumiu sua avaliação sobre o incidente: “Eu não deveria ter feito o que fiz com meu companheiro de equipe”.
McLaren não aplicou punição após a colisão
A McLaren optou por não punir Norris internamente depois do choque com Piastri. A equipe entendeu que o piloto compreendeu o erro cometido no lance. Na pista, ele também não recebeu punição dos comissários.
Esse tipo de caso costuma ter pouca intervenção esportiva quando envolve dois carros da mesma equipe, em situações frequentemente tratadas como “fogo amigo”. Mesmo sem sanção oficial, a consequência direta foi pesada para Piastri: além de perder três posições com o contato, ele não conseguiu completar a prova.
Norris diz que se cobra por declarações dadas no calor do momento
Além da manobra em si, Norris também falou sobre como lida com entrevistas depois das corridas. Segundo ele, o desconforto não fica restrito ao que acontece na pista e se estende ao que considera falas mal colocadas diante da imprensa.
“Eu odeio quando digo as coisas erradas”, declarou. O piloto ainda contou que continua remoendo esse tipo de situação fora do autódromo: “Eu vou para casa e fico me questionando por horas”.
O tema ganhou peso extra porque, poucas corridas antes, em Baku, Norris já havia se envolvido em outra repercussão pública ao fazer um comentário interpretado como um pedido de punição mais dura a Franco Colapinto. Depois, ele se desculpou pela declaração.