“Às vezes, não sou dos melhores diante da imprensa”, afirmou Norris. Em seguida, explicou como lida com a repercussão das próprias palavras: “Eu vou para casa e fico pensando nisso por horas.”
O piloto não detalhou quais falas lamenta, mas um dos casos mais recentes foi a crítica a Franco Colapinto depois do GP do Azerbaijão, quando sugeriu que o rival “não deveria estar na Fórmula 1”. A declaração gerou reação negativa, e Norris acabou pedindo desculpas a Colapinto.
Sequência de episódios recentes aumentou a exposição
Além do caso com Colapinto, Norris também se envolveu em um atrito com Oscar Piastri durante a corrida Sprint do GP de Singapura. Em outra entrevista, ainda fez um comentário sarcástico sobre o nome de uma sessão, ampliando a discussão sobre a forma como se comunica em compromissos com a imprensa.
Ao falar sobre o próprio comportamento, Norris disse que tenta equilibrar franqueza e limite no tom das respostas. “Eu entendo completamente esse lado, mas não existe nada de que eu goste mais do que respeito”, declarou.
Entrevista com Brundle trouxe a autocrítica de Norris
A declaração foi dada em conversa com Martin Brundle, ex-piloto de Fórmula 1 e comentarista da Sky Sports F1, que abordou a relação de Norris com os jornalistas. Durante a entrevista, Brundle observou que a franqueza do piloto é uma característica valorizada pelo público.
Norris, porém, reconheceu que esse perfil também cria incômodo depois das entrevistas, especialmente quando ele sente que poderia ter se expressado de outra forma. A autocrítica apareceu justamente depois de uma fase em que suas respostas ganharam mais destaque do que o desempenho em pista.
Entre os episódios citados nessa sequência, o pedido de desculpas a Colapinto foi a consequência mais concreta até aqui, depois da repercussão do comentário feito por Norris sobre o piloto.