Pela nova diretriz, apenas os rotores e as pastilhas de freio dianteiros podem ser removidos e substituídos após treino e classificação. Nenhum outro componente do sistema de freio está liberado para alteração nesse processo. As equipes também poderão inspecionar os rotores traseiros durante a janela de ajustes antes da prova, mas a autorização de troca anunciada pela NASCAR se restringe ao conjunto dianteiro.
Phoenix entrou no foco após sequência de problemas de freio
Brad Moran, diretor de gerenciamento da Cup Series na NASCAR, explicou que a carga elevada sobre os freios em Phoenix foi um dos motivos para a mudança no procedimento. Ao longo da temporada, a categoria já havia registrado relatos de problemas de freio em Nashville, Iowa, New Hampshire e Gateway.
Ao detalhar a decisão, Moran afirmou: “Estamos permitindo que as equipes verifiquem os freios e façam a troca das pastilhas”. Ele também disse que a escolha de usar ou não essa possibilidade ficará totalmente nas mãos de cada time: “Não há limite. Se uma equipe decidir trocar as pastilhas de freio, isso fica a critério dela”.
O que muda em relação à regra anterior
A substituição de pastilhas nesse tipo de procedimento não era algo comum, segundo o próprio Moran. A novidade, portanto, está na liberação específica para que os times mexam nesse item depois do trabalho de pista e da classificação, sem abrir a porta para uma revisão mais ampla do sistema de freios.
A autorização também tem um recorte técnico claro: só os componentes dianteiros citados pela NASCAR podem ser trocados. Isso significa que pinças, linhas, dutos ou qualquer outra parte do sistema permanecem fora do alcance dessa exceção criada para Phoenix.
Parte da flexibilização já existia em outro ponto. Desde 2022, as equipes já podiam trocar rotores danificados. A atualização enviada nesta semana acrescenta a possibilidade de substituição das pastilhas dianteiras e formaliza a checagem dos freios dentro do período de ajustes antes da corrida.