Fórmula 1

Mudança no comportamento dos pneus altera equilíbrio técnico da Fórmula 2 em 2026

Os pneus viraram um dos fatores centrais da temporada 2026 da Fórmula 2, com mudanças de comportamento que mexeram na ordem de forças do grid e nas estratégias de corrida. As alterações mais relevantes atingiram os compostos médio e supersoft, com aumento de degradação e impacto direto tanto no aquecimento quanto no rendimento ao longo dos stints.

Mudança no comportamento dos pneus altera equilíbrio técnico da Fórmula 2 em 2026
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Como a Fórmula 2 tem parada obrigatória em todas as corridas, qualquer mudança na resposta dos pneus ganha peso imediato no resultado. Ao longo do ano, os pilotos e equipes foram entendendo os compostos da Pirelli com respostas diferentes de pista para pista e também entre os times.

Pirelli mudou médio e supersoft para aumentar degradação

Segundo a própria Pirelli, os compostos que mais mudaram foram o médio e o supersoft. Um porta-voz da fornecedora resumiu: “Os compostos que mais mudaram foram o médio e o supersoft”.

As modificações tinham dois objetivos: melhorar o desempenho em volta lançada e elevar a degradação durante as corridas. O aumento da degradação, inclusive, fez parte de uma direção de desenvolvimento acordada com o promotor do campeonato.

Essa mudança apareceu em diferentes etapas. Em Melbourne, o composto principal levado pela Pirelli foi o médio; em Spa, a opção escolhida foi o supersoft. O comportamento dos pneus, porém, não foi percebido da mesma forma por todos os pilotos.

Equipes relatam adaptação desigual ao novo comportamento

Na Prema, Sebastián Montoya afirmou que “o macio não mudou” ao comentar o pacote de compostos. Já Joshua Dürksen, da Invicta, disse que “você sente um pouco de diferença em todos os compostos entre o ano passado e este ano”, embora tenha afirmado que as mudanças não afetaram os acertos de corrida da equipe.

Na ART Grand Prix, Tasanapol Inthraphuvasak apontou necessidade de revisão no trabalho do time: “Temos que analisar algumas mudanças e ajustes”. Seu companheiro Kush Maini avaliou de forma mais positiva o comportamento do pneu em Budapeste: “Em termos de deg e quando o pneu acorda, foi tudo bem”.

Na Rodin, Alex Dunne relatou que a abordagem anterior deixou de funcionar da mesma forma. “A filosofia que tínhamos não funcionou da mesma forma”, disse após a etapa de Silverstone.

Aquecimento do supersoft já interferiu em resultado de corrida

Um dos casos mais claros ocorreu com Rafael Câmara em Mônaco, quando ele perdeu uma vantagem de sete segundos por causa do aquecimento lento do supersoft. O episódio entrou na lista de exemplos de como a nova característica dos pneus passou a interferir não só no ritmo absoluto, mas também no momento ideal de cada stint e no efeito da parada obrigatória.

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Redação F1 Racing Mania

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