A avaliação de Montoya, ex-piloto de Fórmula 1, foi de que Lawson tinha motivos para proteger a posição, mas que a manobra acabou se transformando em uma disputa em que Verstappen também insistiu em seguir lado a lado. “Se eu estivesse na posição do Liam, acho que o que ele fez foi o certo”, afirmou Montoya ao comentar a defesa do piloto.
Montoya vê defesa legítima de Lawson e insistência de Verstappen
Na leitura do colombiano, Lawson fez uma manobra tardia, mas conseguiu contornar a curva. Ao mesmo tempo, Verstappen continuou ao lado do rival durante a sequência que resultou no toque. Ao resumir a atitude do piloto da Red Bull, Montoya descreveu a ação desta forma: “O Max basicamente disse: ‘Vou cortar a pista e passar por cima de você’.”
A interpretação de Montoya não isenta Lawson de ter levado a disputa ao limite, mas parte do entendimento de que o piloto tinha o direito de defender a posição. O ex-piloto apontou justamente essa combinação: uma defesa agressiva, porém válida, e a insistência de Verstappen em permanecer emparelhado até o contato.
Choque no TL2 gerou punição igual para os dois
Os comissários aplicaram a mesma sanção aos envolvidos. Verstappen e Lawson perderão uma posição no grid e receberam um ponto na superlicença depois do incidente no TL2.
Além da consequência esportiva para a corrida, Verstappen também teve prejuízo técnico imediato. O carro sofreu dano no assoalho, o que comprometeu a sequência do trabalho na pista durante a sessão de sexta-feira.
Hinchcliffe faz leitura mais dura sobre o lance
James Hinchcliffe, ex-piloto da IndyCar e comentarista de F1, adotou um tom mais crítico ao analisar o episódio. Para ele, não há um lado claramente inocente no toque entre Verstappen e Lawson.
“É difícil dizer algo positivo sobre qualquer um dos dois nessa situação”, afirmou Hinchcliffe. Na mesma análise, ele acrescentou: “Os dois têm algum grau de culpa e, no fim das contas, danificaram dois carros de corrida.”