O cenário ganhou peso depois do problema que provocou um incêndio na unidade de potência usada por Antonelli em Baku. Mesmo assim, a Mercedes optou por não fazer a troca naquele momento. A justificativa da equipe foi preservar a corrida de recuperação que o piloto ainda teria pela frente.
Em comunicado reproduzido pela própria equipe, a Mercedes afirmou que “a ideia é que Antonelli possa concluir a temporada 2026 com o material que já tem à disposição”. Sobre a decisão tomada em Baku, explicou: “A escolha foi motivada pela vontade de não complicar ainda mais a recuperação que Antonelli teria de enfrentar.”
ADUO e gestão dos componentes entram no centro da estratégia
A movimentação da Mercedes envolve a ADUO, nova versão do motor da fabricante com foco no turbo. Dentro desse planejamento, a equipe entende que pode atualizar a unidade de potência de Antonelli sem receber penalidade, desde que consiga equilibrar o uso dos componentes remanescentes nas etapas finais.
Até aqui, Antonelli já utilizou três turbocompressores na temporada. Do outro lado da garagem, George Russell já chegou ao quarto turbo, o que ajuda a explicar a diferença de abordagem entre os dois carros neste momento.
Russell tem quinta unidade de potência prevista para Austin
Enquanto tenta segurar Antonelli dentro do material já disponível, a Mercedes já prevê a introdução da quinta unidade de potência de Russell no fim de semana em Austin. Esse cronograma separa os caminhos dos dois pilotos na reta final da temporada e permite à equipe concentrar em Antonelli um plano mais conservador para evitar punições no grid.
Outro fator considerado pela Mercedes é o teto orçamentário dos fabricantes de unidades de potência, que também pesa na decisão sobre quantos componentes novos colocar em uso nas corridas restantes.