George Russell havia conquistado a pole e vencido a sprint, enquanto Lando Norris ficou com a pole e a vitória no GP. Na prova principal, Kimi Antonelli terminou à frente de Russell e ampliou sua vantagem no campeonato para 59 pontos. A Mercedes fechou o fim de semana com seu segundo maior total de pontos na temporada: 46.
Curvas 7, 8 e 9 viraram foco da análise
Andrew Shovlin, diretor de engenharia de pista da Mercedes, resumiu de forma direta a avaliação do time sobre o comportamento do carro nas curvas rápidas de Zandvoort, especialmente nas curvas 7, 8 e 9. “Temos algumas coisas de desempenho para investigar”, afirmou.
Na mesma análise, Shovlin reconheceu a dificuldade da Mercedes nesses trechos. “Teve algumas curvas em que fomos bem ruins”, disse. Depois, acrescentou: “De novo, precisamos entender um pouco melhor.”
A questão chamou atenção porque a Mercedes passou o fim de semana inteiro na frente, com Russell na pole e na vitória da sprint e, depois, com um resultado de 2-3 tanto na classificação quanto na corrida. Ainda assim, a equipe identificou uma limitação clara em parte da volta, concentrada nas curvas de alta.
Mudanças mínimas aumentam dúvida sobre a oscilação
Outro ponto que pesa na investigação é o fato de a Mercedes ter feito mudanças mínimas nos carros entre a sprint e o GP. Com poucas alterações de acerto entre uma sessão competitiva e outra, a equipe agora tenta entender por que o comportamento variou o suficiente para manter dúvidas sobre o pacote ao longo do fim de semana.
O cenário também incluiu o uso de compostos de pneus diferentes durante a corrida, um elemento presente na leitura que a Mercedes faz do desempenho em Zandvoort. A equipe terminou o GP com Antonelli à frente de Russell, enquanto Norris converteu a pole em vitória na prova principal.
Shovlin também relatou que a corrida exigiu respostas imediatas no muro da equipe. “Na verdade, foi bem divertido estar no pit wall e ter que tomar decisões às pressas”, afirmou.