O cenário também pesa no campeonato: Russell está 123 pontos atrás de Antonelli. Desde o pacote de atualização levado pela Mercedes à Malásia, ele não conseguiu largar acima da sexta posição.
Wolff aponta janela difícil do carro
Toto Wolff, chefe da Mercedes, afirmou que a penalização de cinco segundos recebida por Russell na primeira volta não explica sozinha a atuação. “Isso não faz diferença para o problema de fundo que precisamos resolver”, disse.
Segundo Wolff, o comportamento do carro atual tem atrapalhado mais Russell do que Antonelli. “George é um campeão e venceu em todas as categorias”, afirmou o dirigente. Em seguida, acrescentou: “Ele sofre mais do que talvez o Kimi — e isso é responsabilidade nossa.”
O contexto técnico ajuda a explicar a avaliação da equipe. O W17 tem uma janela de performance mais estreita, e a mudança introduzida no carro na Malásia coincidiu com a pior fase de Russell em classificação.
Russell diz não ter respostas para a queda
O próprio Russell admitiu dificuldade para entender o que está acontecendo. Ao resumir sua corrida recente, o piloto descreveu o cenário como “seis voltas boas, 50 ruins”. Em outro momento, foi direto: “Não tenho as respostas agora.”
Apesar da fase, houve um lampejo de reação na classificação sprint de Singapura, quando Russell ficou em segundo antes de sofrer um acidente. Ainda assim, os resultados em sessões principais e corridas não acompanharam o mesmo nível.
A avaliação interna da Mercedes, por enquanto, não trata o problema como uma questão apenas de pilotagem ou apenas de execução de prova. A equipe relaciona a situação à dificuldade de colocar o carro na faixa ideal de funcionamento para Russell, algo que Antonelli tem conseguido fazer com mais frequência.