As trocas de regras técnicas costumam mexer na ordem de forças do grid, e foi nesse ponto que a Mercedes encontrou uma base mais sólida. Depois de passar boa parte da era dos carros de efeito solo abaixo do que esperava, a equipe conseguiu responder melhor na transição para o novo pacote técnico.
W17 saiu na frente em eficiência aerodinâmica
Na comparação direta entre os projetos, o W17 apareceu como um carro mais eficiente aerodinamicamente do que o MCL40. Esse aspecto ajudou a Mercedes a extrair desempenho com mais consistência no início do novo ciclo, antes mesmo de a McLaren conseguir reproduzir o nível que havia mostrado na fase anterior do regulamento.
A vantagem não ficou restrita à aerodinâmica. A Mercedes também teve um ponto de partida melhor no entendimento do novo formato de unidade de potência, um elemento considerado importante para explicar por que a equipe permanece à frente da McLaren neste momento.
Cobrança interna cresceu após derrota para uma cliente
O cenário recente também elevou a pressão dentro da própria Mercedes. Toto Wolff, chefe da equipe, estabeleceu como exigência que o time deixasse de ser superado por uma cliente, em referência ao período em que a McLaren conseguiu resultados melhores mesmo usando componentes da fabricante alemã.
Wolff tratou essa cobrança como uma expectativa central de desempenho dentro da Mercedes. Em declaração sobre esse objetivo, o dirigente indicou que era uma das demandas-chave da equipe não voltar a ficar atrás de uma cliente.
Virada de regulamento mudou a comparação com a campeã recente
A McLaren aproveitou melhor a era anterior e transformou esse rendimento em dois títulos consecutivos de construtores. A Mercedes, por sua vez, passou grande parte desse período sem acompanhar o nível esperado para uma equipe do seu porte.
No início da nova fase técnica, porém, a ordem entre as duas mudou. A combinação entre um W17 mais eficiente em termos aerodinâmicos e a dianteira no entendimento da nova unidade de potência colocou a Mercedes em condição melhor do que a McLaren na abertura deste ciclo.