O novo sidepod havia sido introduzido para tentar atacar limitações aerodinâmicas do carro, mas a estreia veio acompanhada de preocupação com a efetividade da peça. Durante a prova, Norris chegou a ser orientado a evitar as zebras, um indício de que a McLaren tentava controlar cargas e impactos em um carro que já apresentava sinais visíveis de dano no assoalho.
Stella fala em questões de “alta prioridade”
Depois da corrida, Andrea Stella, chefe da McLaren, resumiu a situação ao dizer que a equipe tem “problemas de alta prioridade para resolver”. A fala veio no contexto das dificuldades enfrentadas no Azerbaijão, onde a McLaren já lidava com uma preocupação dupla: falta de desempenho e comportamento do carro com o novo pacote.
A questão ganha peso porque o sidepod fazia parte de uma tentativa de melhorar uma fraqueza que a equipe vem mostrando em pistas de baixo arrasto. Sem pontos na corrida e com a atualização sob suspeita, a análise interna passa a envolver duas frentes: entender se o pacote realmente entregou o efeito esperado e verificar se a resistência estrutural comprometeu o funcionamento do carro.
Possibilidade de descarte entra no radar
Na leitura de Alex Brundle, analista de Fórmula 1, o cenário mais extremo não pode ser descartado. Ao comentar o caso, ele indicou que a atualização pode até acabar abandonada caso “não seja estruturalmente forte o suficiente”.
Esse debate não se limita ao potencial de volta rápida. As rachaduras no assoalho e a orientação para Norris não atacar as zebras apontam para um impacto direto no uso do carro em condição de corrida. Se a McLaren concluir que a peça não suporta as cargas esperadas, a equipe pode ser forçada a deixar de lado uma atualização cara logo após a estreia.
































