O cenário chamou atenção porque Baku tem predominância de curvas de baixa velocidade, justamente um tipo de trecho em que o MCL40 já vinha apresentando uma tendência histórica de rendimento menor. Ao mesmo tempo, o pacote aerodinâmico da McLaren foi colocado à prova em uma pista em que eficiência e velocidade final pesam bastante.
Relação de marchas e perda de velocidade final pesaram
Um dos pontos admitidos pela própria McLaren foi a escolha da relação de marchas. O MCL40 está com escalonamento mais curto do que o da Mercedes, fator que contribuiu para a desvantagem de velocidade máxima. A equipe também não usou sua opção de ajuste de relações no meio da temporada.
Neil Houldey, diretor técnico da McLaren, afirmou que a decisão seria diferente com a experiência deste fim de semana: “Se tivéssemos que fazer tudo de novo, acho que mudaríamos a relação para ficar mais perto do que a Mercedes está usando.”
Andrea Stella, chefe da McLaren, disse que o problema não pode ser resumido a uma única causa. Segundo ele, “fica muito claro que não se trata de um fator só”. Stella também avaliou que as atualizações entregaram ganho real de desempenho: “As atualizações funcionaram bem ao longo de todo o fim de semana, acrescentamos tempo de volta ao carro.”
Problemas de Norris agravaram o quadro no fim de semana
No caso de Norris, a McLaren ainda lidou com um déficit de potência provocado por um problema de injeção de combustível. A situação piorou na corrida em relação à classificação, dentro de um quadro de otimização da unidade de potência menos eficiente do que o esperado.
Stella classificou o fim de semana de Norris como um dos mais complicados que o piloto já enfrentou: “Eu diria que, para o Lando, este foi um dos eventos mais difíceis no geral que ele já viveu.”
Do outro lado da garagem, Piastri terminou em 13º depois de uma travada na curva 1, resultado que impediu a McLaren de transformar em pontos um fim de semana em que a equipe já havia perdido terreno para a Mercedes nas retas.
































