A Ferrari avaliou que a unidade 067/6 de Leclerc estava em condições de uso, mas preferiu não assumir o risco de levá-la à pista agora. Nas verificações estruturais iniciais, os engenheiros não encontraram rachaduras nem quebras, porém ainda são necessários exames mais detalhados por raio-X antes de liberar o conjunto mais novo.
Leclerc assumiu a responsabilidade pelo incidente anterior. “Passei do limite”, disse o piloto sobre a colisão com Hamilton em Monza.
Regulamento impede uso com suspeita de dano oculto
A decisão da Ferrari também passa por uma exigência do regulamento da Fórmula 1. As regras proíbem que uma equipe coloque em funcionamento um motor que possa ter sofrido algum dano não detectado, mesmo quando a inspeção inicial não aponta uma falha visível.
Por isso, a Ferrari optou por não usar com Leclerc a especificação mais recente neste fim de semana. A consequência prática é que os dois carros da equipe entram na etapa com motores de gerações diferentes: ADUO1 no carro de Leclerc e ADUO2 no de Hamilton.
Pista de Madring amplia o peso da escolha técnica
A cautela ganha ainda mais importância porque a corrida será realizada em Madring, circuito novo no calendário. O traçado fica a 667 metros acima do nível do mar e tem 22 curvas, fatores que entram no cenário técnico da etapa e no gerenciamento dos componentes do carro.
O fim de semana também acontece em meio a mudanças técnicas permitidas pela FIA, incluindo modificações de motor e ajustes em flaps adicionais nas asas móveis. Nesse contexto, a Ferrari preferiu preservar o conjunto mais recente de Leclerc até a conclusão das análises complementares por imagem.
































