Depois da prova, Leclerc atribuiu o incidente a um problema no carro entre o início e a segunda volta. “Um problema no motor da Ferrari da volta 1 para a volta 2 me pegou de surpresa”, disse o piloto.
O episódio amplia uma sequência estatística relevante desde a estreia de Leclerc na categoria, em 2018. Em 184 largadas, ele soma 26 abandonos, o que representa uma taxa de 14,13% no período.
Maioria dos acidentes de Leclerc aconteceu sem contato com outro carro
Dos 26 acidentes de Leclerc nas barreiras, 23 aconteceram sem contato prévio ou sem que ele tivesse sido tocado por outro piloto. O acidente em Monza passou a integrar essa contagem em uma temporada que agora já tem três abandonos para o piloto.
Os números ganham mais peso quando colocados ao lado de outros nomes do grid no mesmo recorte. Lewis Hamilton, por exemplo, tem 185 largadas desde a estreia de Leclerc e apenas oito abandonos, com taxa de 4,32%. Lando Norris acumula 163 largadas e 17 abandonos, índice de 10,43%. Max Verstappen, com o mesmo número de largadas de Hamilton, tem 21 abandonos e taxa de 11,35%.
Histórico recente e contrato de longo prazo com a Ferrari
O total de 26 abandonos de Leclerc na F1 iguala o número de vezes em que ele bateu nas barreiras desde o início da carreira na categoria. Em meio a esse retrospecto, o melhor resultado citado nesse período continua sendo o vice-campeonato de 2022.
Mesmo após o abandono em Monza, o vínculo de Leclerc com a Ferrari segue definido a longo prazo. O piloto assinou um novo contrato com a equipe, acordo que garante sua permanência além de 2030.
Imagens onboard em 360 graus do acidente também foram divulgadas neste domingo, ampliando os registros do incidente que tirou Leclerc da corrida logo no começo.