A crítica ganha dimensão porque o próprio Larson está entre os competidores que mais somaram nesse critério. Até aqui, ele acumulou 58 pontos de estágio, à frente de Denny Hamlin, com 46, e de Ryan Blaney e Joey Logano, ambos com 45.
Larson questiona valor dos pontos distribuídos durante a corrida
Ao comentar o modelo atual, Larson foi direto: “Acho que somos a única categoria que dá esses pequenos prêmios de participação em competição.” A fala mira especificamente a lógica da pontuação parcial, que premia desempenho em trechos da prova, e não apenas no resultado final.
No sistema atual, a diferença pode ser significativa. Larson, por exemplo, recebeu 55 pontos pela vitória na corrida, mais 20 pelas vitórias em estágios e ainda 1 pela volta mais rápida. Na prática, um único ponto de estágio equivale a uma posição na pista em termos de pontuação, o que amplia o impacto desse desempenho intermediário na briga do campeonato.
Exemplo de Ryan Preece entra na discussão
Larson usou Ryan Preece como exemplo para mostrar a distorção que enxerga no formato. Nas últimas quatro corridas do Chase, Preece ficou em 14º entre os 16 pilotos classificados no recorte de pontos de estágio marcados, mesmo tendo conquistado três resultados no top 10 nesse mesmo período.
Ao comparar os números, Larson resumiu: “Ele provavelmente tem uns cinco pontos de estágio no Chase.” A observação chama atenção para a diferença entre construir um resultado sólido até a chegada e capitalizar a pontuação oferecida ao longo dos estágios.
Os números das quatro corridas mais recentes ajudam a dimensionar o contraste. Enquanto Preece aparece na parte de baixo da tabela de pontos de estágio entre os pilotos do Chase, Larson segue entre os que mais transformaram esse formato em vantagem, com 58 pontos acumulados, contra 46 de Hamlin e 45 de Blaney e Logano.