Ao descrever o quadro, Horner contou que os sintomas incluíam tontura e uma percepção mais intensa da própria respiração. No início, ele não entendia o que estava acontecendo. “Eu não sabia o que era”, disse. Segundo ele, hoje já consegue reconhecer os sinais de ansiedade e controlar a respiração quando o problema aparece.
Horner também afirmou que não recebeu uma justificativa clara para sua demissão. “Não me deram realmente um motivo”, declarou ao tratar da saída da Red Bull.
Ex-chefe da Red Bull cita decepção com Helmut Marko
Na mesma entrevista, Horner disse que ficou decepcionado com Helmut Marko, consultor da Red Bull, porque ele havia estado com sua família pouco antes do desligamento. “Fiquei decepcionado porque Helmut tinha sido nosso convidado dois dias antes”, afirmou.
Horner negou que Max Verstappen ou Jos Verstappen tenham sido responsáveis por sua saída. Na avaliação dele, a mudança no comando da Red Bull depois da morte de Dietrich Mateschitz alterou sua posição dentro da estrutura. Ainda assim, ele afirmou que segue sem uma explicação objetiva sobre o motivo da decisão.
Ferrari foi citada fora de contexto, afirma Horner
Ao falar sobre o futuro, Horner disse que comentários sobre um possível interesse na Ferrari foram tirados de contexto. Segundo ele, uma eventual volta ao esporte só faria sentido dentro de um projeto que incluísse participação na propriedade de uma equipe, e não apenas um cargo para retornar ao paddock.
Horner afirmou ter recursos significativos para buscar esse tipo de operação, mas não revelou investidores nem indicou se existe algum acordo em andamento. Ele também admitiu que a possibilidade de não voltar à categoria está aberta. “Talvez eu nunca mais trabalhe na Fórmula 1”, disse.
Ainda segundo Horner, a alternativa de permanecer fora da Fórmula 1 é mais aceitável para ele do que assumir qualquer função apenas para seguir no ambiente da categoria.