Segundo Horner, o embate entre os dois ganhou força em um período em que Mercedes e Red Bull dominaram a categoria. Entre 2010 e 2023, todos os títulos da F1 ficaram com uma das duas equipes, contexto que ajudou a transformar a disputa de bastidores em um dos eixos centrais do paddock.
Duelo chegou ao auge na temporada de 2021
Horner disse que, quando as câmeras começaram a acompanhar mais de perto o ambiente da F1, a tensão era real. “Quando as câmeras apareceram pela primeira vez, era muito autêntico”, afirmou.
O ponto mais intenso dessa rivalidade veio em 2021, durante a disputa pelo título entre Max Verstappen e Lewis Hamilton. Naquele ano, Verstappen conquistou seu primeiro campeonato na final controversa em Abu Dhabi. Horner afirmou que a força da Mercedes naquele período aumentou o peso esportivo daquela campanha da Red Bull: “O sucesso que eles desfrutaram e tiveram foi o que tornou 21 ainda mais importante para nós.”
Horner vê rivalidade como parte do espetáculo da categoria
Ao comentar o ambiente competitivo da F1, Horner defendeu que o esporte não funciona apenas com relações amistosas entre adversários. “Vocês não podem simplesmente ser melhores amigos o tempo todo”, disse. Em seguida, ponderou: “É bom ter rivalidade, desde que ela não descambe para o pessoal.”
Para Horner, esse tipo de confronto também ajuda a impulsionar o interesse do público, com reflexos em manchetes e venda de ingressos. Na avaliação do dirigente, isso faz parte da natureza da categoria: “A F1 é um dos esportes mais competitivos e difíceis do mundo.”
A rivalidade entre Horner e Wolff foi uma das mais exploradas pela série da Netflix, e Horner passou a ser retratado com frequência como um antagonista no enredo. Esse papel perdeu força depois da demissão do dirigente, em julho de 2025.