Em declarações publicadas às vésperas do lançamento do livro Drive, no Reino Unido, em 22 de outubro, o ex-chefe da Red Bull Racing relatou que esperava respaldo do engenheiro, hoje à frente da Aston Martin. “Eu o apoiei e acreditava que ele faria o mesmo por mim”, afirmou Horner. Em outro trecho, acrescentou: “Fiquei muito triste com isso. Não podia mais contar com ele.”
Horner também questiona versão da Red Bull para sua saída
Horner deixou a Red Bull em julho do ano passado, dezessete meses depois de surgirem acusações de assédio sexual contra ele. Segundo o relato, ele foi inocentado duas vezes nas investigações sobre as denúncias.
Ao comentar sua demissão, Horner disse que nunca recebeu uma justificativa objetiva da equipe. “Eu nunca recebi uma explicação clara”, declarou. Ele também contestou a leitura de que a queda de desempenho teria pesado contra sua permanência.
De acordo com a versão atribuída à Red Bull, havia a avaliação de que a equipe estava se tornando mais “Christian Horner Racing” do que Red Bull Racing. Horner rebate essa justificativa em seus relatos sobre o período que levou à saída.
Relação com Newey virou ponto central do relato
A menção a Newey chama atenção pelo vínculo antigo entre os dois dentro da Red Bull. Além de trabalharem juntos por cerca de 20 anos, Horner destacou a proximidade pessoal ao lembrar que o engenheiro participou de seu casamento como padrinho.
Atualmente na Aston Martin, Newey é citado por Horner como uma ausência sentida justamente no momento de maior desgaste interno. As declarações fazem parte do material de divulgação de Drive, livro que será lançado no mercado britânico em 22 de outubro.