Horner foi o responsável por levar Newey para a Red Bull em 2005. Antes disso, o engenheiro já havia conquistado seis campeonatos de construtores com a Williams e um com a McLaren. Na Red Bull, a parceria rendeu mais seis títulos de construtores e oito de pilotos ao longo do período em que trabalharam juntos.
Ao tratar do momento em que a relação mudou, Horner resumiu sua avaliação em uma frase direta: “Eu não conseguia confiar nele”. O dirigente também afirmou que a percepção sobre Newey passou a ser outra com o passar do tempo: “As coisas simplesmente parecem diferentes agora”.
Desgaste começou na era híbrida e incluiu interesse da Ferrari
Segundo Horner, o ponto de inflexão na convivência com Newey aconteceu em 2014, ano em que a Fórmula 1 iniciou a era dos motores híbridos. Foi nesse período, ainda de acordo com o dirigente, que a relação entre os dois começou a se deteriorar.
Na mesma fase, Newey chegou a considerar uma proposta da Ferrari. Mesmo com esse cenário, ele permaneceu na Red Bull por vários anos antes de anunciar a despedida em maio de 2024.
Horner diz que soube da saída por um conselheiro da equipe
Horner relatou que a informação sobre a saída de Newey foi transmitida a ele por um conselheiro da equipe, e não em uma conversa direta com o engenheiro. Depois disso, o chefe da Red Bull disse que tentou tratar o assunto pessoalmente. “Nós já temos idade e experiência suficientes para resolver isso entre nós”, afirmou.
Newey confirmou sua mudança para a Aston Martin em setembro de 2024. Durante sua passagem pela Red Bull, ele recebeu salário anual de seis milhões de libras, em uma trajetória iniciada com a contratação feita por Horner e encerrada após quase duas décadas de parceria dentro da equipe.