“A principal grande diferença é a própria potência do motor”, disse Orihara. Segundo ele, a perda para a Mercedes “vem principalmente da potência do motor” e esse é “um ponto que precisamos melhorar para o próximo ano”.
No momento, a Mercedes é vista como dona do melhor pacote de unidade de potência da categoria. Já a Red Bull é apontada pela FIA como a referência no motor de combustão interna. Nesse contexto, a Honda tenta reduzir a diferença em uma área central do conjunto, já que o motor de combustão interna representa cerca de 50% da potência total, ao lado da energia elétrica.
Aston Martin aposta no chassi e espera avanço do motor
Do lado da Aston Martin, Lance Stroll afirmou que a equipe conseguiu melhorias importantes no carro ao longo da temporada e espera que o próximo passo venha da unidade de potência. “Espero que estejamos em uma situação muito melhor no ano que vem”, afirmou o piloto.
Stroll também resumiu o momento da equipe ao dizer que “este ano foi longo para todo mundo”. A Aston Martin teve um começo lento com a Honda, e Fernando Alonso conseguiu como melhor resultado um oitavo lugar no GP do Bahrein, apenas o terceiro top 10 da equipe na temporada.
Honda já mudou comando do projeto na F1
A busca por reação também passou por mudanças internas. A Honda trocou o líder do projeto de Fórmula 1, com Yoichiro Fukao assumindo o lugar de Tetsushi Kakuda no início do mês seguinte ao anúncio. A fabricante entendia que estava excessivamente dependente de uma metodologia anterior sob o comando de Kakuda.
Koji Watanabe, presidente da Honda Racing Corporation, afirmou que a marca será “muito, muito” mais competitiva no próximo ano. Antes disso, Lawrence Stroll já havia mantido conversas com Mercedes e Red Bull Powertrains, embora nenhuma possível mudança pudesse entrar em vigor antes de 2028.