Leclerc concentrou as principais chances da Ferrari no fim de semana. Ele largou em segundo e terminou a prova em quarto, enquanto Hamilton recebeu a bandeirada 8s246 atrás do companheiro. O britânico ainda ficou atrás de Andrea Kimi Antonelli, que havia partido da 16ª posição do grid. A vitória ficou com George Russell.
Ferrari mexeu em soluções aerodinâmicas para ganhar velocidade em reta
A Ferrari tentou soluções descritas como extremas para melhorar a velocidade de reta da SF-26. No caso de Hamilton, houve uma troca dos bargeboards de baixo arrasto por uma versão com três elementos verticais, em contraste com outra especificação utilizada pela equipe.
A mudança veio depois da insatisfação do piloto com o comportamento do carro. Durante o Treino Livre 3, Hamilton definiu a situação como “insatisfatória”.
Os números da classificação mostram que Leclerc conseguiu uma pequena vantagem também em velocidade final. O monegasco atingiu 341,9 km/h em sua volta e cravou 1min43s363. Hamilton chegou a 340,1 km/h e marcou 1min43s858.
Diferença entre os dois lados da garagem continuou na corrida
A distância entre os pilotos da Ferrari não ficou restrita à volta lançada. No ritmo de corrida, Leclerc também foi mais rápido: sua melhor volta foi de 1min45s784, contra 1min46s170 de Hamilton.
Esses dados ajudam a explicar por que Leclerc sustentou a Ferrari mais perto da frente ao longo do fim de semana, enquanto Hamilton não conseguiu transformar as mudanças de acerto no mesmo nível de desempenho. A diferença entre os dois apareceu tanto na busca por velocidade máxima quanto no tempo de volta puro.
Além do quarto lugar de Leclerc e do sexto de Hamilton, o resultado ganhou peso pelo contexto da prova: Antonelli terminou à frente da Ferrari de Hamilton mesmo após largar apenas da 16ª posição do grid.