Em Baku, essa dificuldade apareceu com mais força pelas características da pista. O circuito tem um trecho de 2,2 quilômetros de aceleração máxima, o que ampliou o impacto da falta de velocidade final da Ferrari ao longo da prova, tanto nas tentativas de ataque quanto na defesa de posição.
Ao comentar a própria corrida, Hamilton resumiu a situação sem esconder a limitação do carro: “Não é bom, mas é o que é. Não há muito que eu possa fazer.” A declaração foi dada ao tratar da dificuldade de reagir nas retas.
Hamilton contesta leitura sobre a posição da Ferrari
Depois da prova, Hamilton foi questionado sobre a ideia de que a Ferrari ocupa a quarta posição na hierarquia atual da Fórmula 1 e rebateu a análise. “Que importância isso tem? Por que eu concordaria com isso?”, respondeu.
Ao mesmo tempo, o piloto reconheceu que o desempenho atual está abaixo do que a equipe gostaria na comparação com os concorrentes mais diretos. “Obviamente, não somos a segunda equipe mais rápida no momento”, afirmou.
A combinação das duas respostas mostra o tom adotado por Hamilton após a corrida: sem endossar um rótulo fechado para a Ferrari, mas também sem negar que o carro está aquém dos rivais em desempenho neste momento.
Traçado de Baku expôs problema de velocidade final
A corrida no Azerbaijão acentuou um problema já presente no SF-26. Em um traçado que exige velocidade de reta e longos períodos de aceleração máxima, a Ferrari teve mais dificuldade para transformar ritmo em disputa direta por posições. Hamilton, que partiu da terceira fila, não conseguiu avançar nem perdeu colocações, permanecendo em sexto do início ao fim.
George Russell venceu a prova, com Max Verstappen e Isack Hadjar completando o pódio. Enquanto isso, a Ferrari segue o desenvolvimento do SF-26 e tem atualizações previstas na tentativa de melhorar o rendimento do carro.
































