A pressão aumentou em meio a uma temporada marcada por problemas em pista. Hamilton sofreu um incidente importante em Monza que lhe custou seis posições, e também acumulou três punições em três corridas no intervalo entre Grã-Bretanha e Hungria.
Hamilton aponta falhas operacionais na Ferrari
Ao comentar o momento da equipe, Hamilton foi direto: “A Ferrari precisa mudar as coisas”. A declaração veio no contexto de críticas ao funcionamento interno após um episódio com Leclerc, quando o britânico questionou a ausência de diretrizes mais claras sobre como os pilotos deveriam agir.
Segundo o relato, Hamilton considerou a relação de Fred Vasseur com Leclerc “um pouco próxima demais”, em um ambiente que já vinha sendo cercado por percepções de insatisfação do piloto com integrantes da Ferrari. Ao mesmo tempo, o cenário interno é tratado com cautela, já que há opiniões diferentes dentro da equipe sobre o desempenho do próprio Hamilton.
Erros, punições e dificuldades do carro aumentam a pressão
Além dos episódios operacionais, Hamilton também conviveu com dificuldades de desempenho. Houve queixas sobre o equilíbrio do carro e sobre a potência, fatores que ajudam a explicar a oscilação recente. Em termos esportivos, sua pior posição de largada desde a Austrália passou a ser o sétimo lugar no Azerbaijão.
O conjunto de falhas individuais e problemas de execução da equipe pesou ainda mais em um momento delicado para a Ferrari, que chegou ao 18º ano seguido sem conquistar um título.
Hamilton também já havia sido descrito publicamente como “insatisfeito” com alguns funcionários da Ferrari, enquanto o debate interno sobre sua participação nos erros recentes segue aberto dentro da própria equipe.