“Os pneus são capazes de entregar uma enorme quantidade de desempenho”, disse Hamilton. O piloto da Mercedes afirmou ainda que entender esse funcionamento exige um trabalho específico: “Acredite ou não, isso é uma ciência por si só.”
A leitura de Hamilton aparece em uma temporada em que a atuação dos pneus mudou por causa das exigências impostas pela Pirelli. As pressões mais altas, especialmente nos traseiros, passaram a ser adotadas por razões de segurança ligadas aos sistemas aerodinâmicos de 2026. Com isso, o desgaste perdeu parte da influência que costumava ter nas corridas.
Pressões mais altas mudaram o comportamento dos compostos
Com as pressões elevadas, a gestão dos pneus passou a ter um perfil diferente ao longo dos fins de semana e das provas. Dentro desse contexto, os compostos macios tiveram vantagem em etapas como Azerbaijão e Singapura, um indicativo de como o entendimento da janela ideal de funcionamento pode alterar bastante a competitividade.
Hamilton tratou o tema como um dos pontos centrais para extrair performance dos carros. A combinação entre novas exigências de segurança e características aerodinâmicas desta geração tornou mais sensível a forma como cada equipe coloca os pneus na faixa correta de uso.
Hamilton também cobra execução mais limpa da Ferrari
Além da parte técnica, Hamilton citou a necessidade de a Ferrari encaixar melhor a execução dos finais de semana. “Precisamos de um final de semana limpo, com tudo funcionando”, afirmou, ao comentar o que considera necessário para a equipe transformar potencial em resultado.
A Pirelli elevou as pressões para evitar falhas nos sistemas aerodinâmicos, e esse ajuste foi apontado como um dos fatores que reduziram o peso do desgaste nas corridas, ao mesmo tempo em que aumentaram a importância de fazer os compostos trabalharem na faixa ideal.