Hadjar sofreu a lesão no fim da pausa de verão, quando treinava com um saco de pancadas. Segundo o próprio piloto, a fratura ainda não está totalmente curada e seguirá causando incômodo nas próximas semanas. “Tenho uma pequena fratura na parte externa do punho e é um processo bem demorado”, afirmou. Em outro momento, resumiu a situação: “Ainda vai doer por um tempo”.
Antes de ser liberado para voltar, Hadjar passou pelo simulador da Red Bull. O tratamento não exige cirurgia, mas o retorno acontece com manejo de dor e proteção no punho.
Retorno recoloca comparação com Lawson em pauta
A ausência de Hadjar abriu espaço para Liam Lawson pilotar pela Red Bull nas últimas três corridas. Com a volta do titular, a comparação entre os dois volta ao centro das atenções, embora sem qualquer definição imediata sobre desempenho ou futuro dentro da estrutura.
Na análise de Juan Pablo Montoya, comentarista da F1TV, Hadjar volta com um objetivo claro na retomada da vaga. “Ele quer mostrar para todo mundo que pode fazer um trabalho melhor do que Lawson”, disse o ex-piloto.
Montoya também saiu em defesa de Lawson ao comentar o período em que o neozelandês substituiu Hadjar. “Acho que o Liam fez o suficiente”, afirmou.
Contrato de 2027 já está definido
Mesmo tendo desfalcado a equipe por três etapas, Hadjar já tem permanência garantida ao lado de Max Verstappen na temporada 2027 da Fórmula 1. Montoya disse ter se surpreendido com os termos do anúncio. “Fiquei surpreso por ele não ter sido anunciado com um contrato de vários anos”, comentou.
Enquanto a Red Bull recoloca Hadjar no carro principal, Nikola Tsolov é considerado para a Racing Bulls. Alan Permane colocou o nome do piloto como o “próximo da fila” dentro da estrutura.
Hadjar também revelou ter ouvido conselhos de Marc Márquez durante a recuperação. Ao contar o que escutou do piloto da MotoGP sobre correr lesionado, resumiu em tom direto: “Não correr!”.