São Paulo recebeu quatro corridas entre 2010 e 2013 e retomou contatos mais firmes em 2024. Naquele momento, Gustavo Pires, então presidente da SPTuris, dizia que havia intenção de avançar. “Temos todas as intenções possíveis”, afirmou. Em outro momento das tratativas, também declarou: “Estou muito otimista. Não tem nada garantido, mas a gente avançou muito.”
O cenário, porém, mudou ao longo de 2026. Gustavo Pires foi demitido da presidência da SPTuris em fevereiro, e investigações da Controladoria-Geral do Município apontaram irregularidades em contratos da empresa. As negociações acabaram perdendo força em meio ao ambiente político e administrativo da capital paulista.
Reforma em Goiânia fortalece candidatura
Enquanto São Paulo esfriou, Goiânia ganhou terreno com a reforma de grande porte feita no Autódromo Ayrton Senna para a MotoGP. A modernização da pista passou a ser um trunfo importante na tentativa de atrair a Indy, que hoje opera com uma estrutura maior do que tinha quando correu no Brasil pela última vez em São Paulo.
Atualmente, a categoria trabalha com 25 carros por temporada, um cenário diferente daquele dos anos em que a etapa brasileira foi disputada no país. Além disso, o antigo traçado do Anhembi já não seria considerado adequado, entre outros motivos por conta da menor extensão da pista.
Movimento político aproximou a categoria de Goiás
A articulação de Goiânia também incluiu contato direto com a direção da Indy. O governador de Goiás, Daniel Vilela, recebeu uma comitiva da categoria liderada pelo CEO Mark Miles, em movimento que reforçou a candidatura do estado.
Giovanni Guerra resumiu a diferença de momento entre os projetos ao afirmar que “Goiânia acenou à Indy de modo consistente”. Com as conversas em São Paulo afetadas por eleições e crises administrativas, a frente goiana passou a ser a alternativa mais concreta para uma futura corrida da categoria no Brasil.