O cenário ficou ainda mais evidente quando Ryo Hirakawa assumiu o carro de Ocon no fim de semana do GP do México. A troca colocou o francês fora da Haas e ampliou a incerteza sobre o próximo passo da carreira.
Mercado para 2027 já aparece congestionado
Além de perder espaço na Haas, Ocon passa a disputar um grid com poucas oportunidades abertas e forte concorrência. Entre os nomes citados para uma das vagas disponíveis em 2027 estão Colton Herta e Yuki Tsunoda, apontados como candidatos ao segundo carro da Cadillac.
Esse contexto dificulta uma volta imediata para Ocon, que também carrega a percepção de ser um piloto difícil de trabalhar, embora isso não resuma necessariamente seu perfil. Ao longo da carreira, ele construiu uma trajetória com resultados relevantes mesmo sem ter tido, na maior parte do tempo, carros em condição de lutar regularmente por vitórias.
Trajetória teve vitória e pressão desde o início
Ocon chega a esse momento com uma carreira marcada por origens modestas no automobilismo, sem o respaldo financeiro amplo que muitos rivais tiveram nas categorias de base. Ao relembrar esse período, o piloto resumiu o peso pessoal que carregava fora das pistas: “Eu carregava o peso da minha família nos ombros desde muito jovem”.
Na Fórmula 1, ele também construiu a imagem de alguém direto nas discussões e pouco disposto a omitir o que pensa. Ao comentar essa postura, afirmou: “Mas, sim, quando há algo que precisa ser dito, especialmente na Fórmula 1, precisa ser dito”.
Passagem recente repete fim turbulento já visto antes
A despedida da Haas não foi o primeiro encerramento conturbado de Ocon na categoria. Sua passagem anterior pela Alpine também terminou de forma abrupta, quando ele foi retirado do cockpit. Agora, fora da equipe e em meio a um mercado apertado para 2027, Ocon fecha este momento da carreira com uma vitória em grande prêmio e uma década de presença na Fórmula 1.
Hirakawa, que entrou no lugar de Ocon no fim de semana do México, fez sua estreia em um GP aos 32 anos.