FÓRMULA 1 · 2026FINALIZADO
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GP da Austrália 2026

Depois de meses de espera, a F1 volta a Albert Park com carros e regras novas. Veja os horários de cada sessão, onde assistir e acompanhe a etapa em tempo real.

CircuitoAlbert Park Grand Prix Circuit
PaísAustrália
Corrida08/03/2026 · 01:00

Horários do GP da Austrália (fuso de Brasília)

Quinta-feira, 5 de março
  • Treino Livre 1 22:30
Sexta-feira, 6 de março
  • Treino Livre 2 02:00
  • Treino Livre 3 22:30
Sábado, 7 de março
  • Treino Classificatório 02:00
Domingo, 8 de março
  • Corrida Principal 01:00
TRANSMISSÃO

Onde assistir ao vivo

TV Globo, SporTV, Globoplay e F1 TV Pro transmitem todas as sessões.

TV Globo SporTV Globoplay F1 TV Pro
Atualizado em 24/08/2026 às 18:19

Programação do GP da Austrália

RESULTADO

Resultado do GP da Austrália

Pos. Piloto Nacionalidade Equipe Resultado VoltasPits
1 Inglaterra 1:23:06.801 58 1
2 Itália +2.974 58 1
3 Mônaco +15.519 58 1

GP da Austrália 2026: horários, programação e informações

O GP da Austrália 2026 abre a temporada da Fórmula 1 e coloca em pista, pela primeira vez em condições de corrida, o regulamento mais radical que a categoria já escreveu. A prova acontece no Circuito de Albert Park, em Melbourne, capital do estado de Victoria, e distribui os primeiros pontos de um campeonato que ninguém sabe ler com segurança antes da bandeira verde.

São 58 voltas em um traçado de 5,278 km e 14 curvas, montado sobre as ruas que cercam o lago do parque. Melbourne recebe a Fórmula 1 desde 1996 e volta a cumprir o papel de abertura de temporada, função que a cidade retomou em 2025 depois de anos cedendo o posto ao Bahrein e à Arábia Saudita.

Um regulamento novo do zero

A FIA reescreveu ao mesmo tempo as regras de chassi e as de motor, algo que não acontecia havia mais de uma década. Os carros de 2026 são menores, mais leves e geram menos downforce. A unidade de potência passa a dividir a entrega quase meio a meio entre o motor a combustão e a parte elétrica, abandona o MGU-H e roda com combustível 100% sustentável.

O DRS deixa de existir. No lugar dele entram a aerodinâmica ativa, que muda a configuração das asas entre retas e curvas, e o Override Mode, um pacote extra de energia elétrica liberado para quem está atacando. Em Albert Park são cinco zonas de ativação do modo de baixo arrasto e uma zona de ultrapassagem logo antes da curva 14.

A dúvida real está no gerenciamento de energia. Os testes de pré-temporada no Bahrein mostraram carros mais confiáveis do que se esperava para uma virada de regulamento, mas deixaram perguntas em aberto sobre largadas e sobre quanto tempo cada piloto consegue manter bateria disponível para brigar de verdade. Melbourne responde parte disso, com trânsito na pista, safety car provável e pneus Pirelli degradando fora do ambiente controlado de um teste.

Onze equipes, duas estreantes

Pela primeira vez desde a chegada da Haas, em 2016, a Fórmula 1 ganha uma equipe inteiramente nova. A Cadillac, braço da General Motors, entra como 11ª estrutura do grid sob o comando de Graeme Lowdon e usa motores Ferrari até desenvolver a própria unidade de potência. Para o primeiro ano, a escolha foi por experiência: Sergio Pérez e Valtteri Bottas voltam ao grid depois de uma temporada fora, com a missão de transformar um projeto do zero em algo competitivo.

A segunda novidade vem da Alemanha. A Audi assume oficialmente a estrutura da Sauber e passa a operar como equipe de fábrica, com motor produzido em Neuburg e chassi e operações seguindo em Hinwil, na Suíça. Nico Hülkenberg e o brasileiro Gabriel Bortoleto continuam na dupla, agora sob as cores da montadora.

Lando Norris chega a Melbourne como campeão mundial, título fechado no GP de Abu Dhabi de 2025 por dois pontos de vantagem sobre Max Verstappen, e segue ao lado de Oscar Piastri na McLaren. Verstappen permanece na Red Bull, agora com Isack Hadjar como companheiro no lugar de Yuki Tsunoda, que passou a reserva. Na Racing Bulls, Liam Lawson recebe o britânico Arvid Lindblad, único estreante do grid, promovido da Fórmula 2.

A Ferrari mantém Charles Leclerc e Lewis Hamilton, que inicia sua segunda temporada de vermelho. A Mercedes segue com George Russell e Andrea Kimi Antonelli. A Aston Martin estreia a parceria de fábrica com a Honda e o primeiro carro concebido sob o comando de Adrian Newey, com Fernando Alonso e Lance Stroll. A Alpine troca a Renault pelos motores Mercedes e alinha Pierre Gasly e Franco Colapinto. Completam o grid a Williams, com Alexander Albon e Carlos Sainz, e a Haas, com Esteban Ocon e Oliver Bearman.

O que Albert Park costuma exigir

Por ser um circuito temporário, a pista aparece suja e escorregadia no início do fim de semana e evolui sessão após sessão conforme recebe borracha. O asfalto é irregular em vários trechos e recompensa carros com bom acerto de chassi e um bico responsivo, capaz de aceitar entradas agressivas de curva. É justamente o tipo de exigência que tende a separar rápido quem acertou o novo conceito de quem errou.

Em 2025, Lando Norris marcou a pole e venceu sob chuva leve, com Max Verstappen em segundo e George Russell em terceiro. A referência ajuda pouco desta vez: os tempos virão de carros completamente diferentes, e a primeira leitura confiável da hierarquia de 2026 só existirá quando a corrida de Melbourne terminar.