O pacote em debate prevê manter a eletrificação, com um componente elétrico de 100 kW, ao mesmo tempo em que reduz a complexidade do conjunto. A expectativa é de uma queda de pelo menos 50 kg em relação à geração atual. A mudança também pode antecipar em um ano o fim do ciclo técnico em vigor.
Ruído e simplicidade moldam o projeto
A volta dos V8 não será com motores aspirados naturalmente. A categoria descartou esse caminho por causa de restrições de ruído em parte do calendário, especialmente em circuitos de rua. Melbourne e Miami estão entre as pistas citadas nesse contexto.
Por isso, o regulamento em discussão mantém o turbo e indica até um turbo menor. Segundo Roberto Chinchero, do Motorsport.com, “um V8 3.0 aspirado poderia atingir níveis de ruído incompatíveis”. A solução buscada pela F1 é aumentar o som do carro sem ultrapassar os limites exigidos em determinados autódromos e circuitos urbanos.
Fabricantes receberam bem a proposta
De acordo com as informações publicadas, as fornecedoras de motores receberam bem a possibilidade de retorno dos V8. O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, já havia indicado essa direção ao dizer que “havia um caminho para a volta dos V8 no mais tardar em 2031”. Nas conversas mais recentes, o alvo passou a ser 2030.
Toto Wolff também se manifestou favoravelmente ao conceito. “Amamos os V8. De nossa perspectiva, é um motor Mercedes puro”, afirmou.
Ultrapassagem também entra na discussão
Além da arquitetura do motor, a Fórmula 1 também avalia introduzir um novo modo de ultrapassagem semelhante ao push-to-pass usado na Indy. As reuniões entre FIA e fabricantes continuam para fechar os pontos pendentes do regulamento, que ainda pode sofrer ajustes antes da confirmação oficial.