A fabricante não anunciou um programa nem indicou uma decisão tomada, mas confirmou que a Indy faz parte das análises internas da empresa. Mark Rushbrook, chefe de automobilismo da Ford, afirmou que a marca revisa regularmente seus próximos passos no esporte a motor. “Analisamos constantemente nosso plano de cinco anos para futuras participações”, disse.
A declaração surge em um cenário em que a Indy convive com fornecimento exclusivo de Honda e Chevrolet desde 2013. Desde 2020, a gestão de Roger Penske trata a busca por uma terceira montadora como prioridade para a categoria.
Busca por terceira montadora ocorre em meio a limite de capacidade
A entrada de um novo fabricante é vista como uma necessidade prática para a Indy. Honda e Chevrolet operam no limite da capacidade de atendimento, situação que também afeta o tamanho do grid em provas de maior demanda.
Nas 500 Milhas de Indianápolis, as inscrições vêm ficando estagnadas no número de vagas disponíveis, um efeito direto da limitação atual de fornecimento. Nesse contexto, a chegada de mais uma marca ampliaria a oferta de motores em um momento em que a categoria tenta abrir espaço para expansão.
A possibilidade envolvendo a Ford, porém, segue apenas no campo da avaliação. Rushbrook resumiu a ausência atual da marca na categoria como uma questão de momento. “O fato de não estarmos lá só mostra que, até agora, não era a hora certa”, afirmou.
Janela de 2028 recoloca o tema no radar
A última passagem da Ford como fornecedora de motores na Indy foi até a reunificação com a IRL, em 2008. Desde então, a categoria passou a operar com o modelo atual de fornecimento, concentrado em Honda e Chevrolet.
O assunto ganha força porque a Indy já tem definida a introdução de novos carros e novas unidades de potência a partir de 2028, mudança técnica que cria uma nova oportunidade de entrada para fabricantes interessados. Antes dessa transição, a temporada de 2027 será aberta no GP de St. Pete, entre 5 e 7 de março.