Segundo a federação, o incidente foi causado por um bug no sistema eletrônico ligado à entrega de potência em condição de pista molhada. Nessas circunstâncias, a potência elétrica havia sido reduzida para 250 kW, mas o software não tinha sido testado em um cenário de baixa velocidade atrás do safety car, exatamente o que aconteceu na volta de formação em Sepang.
Bug apareceu em condição específica de baixa velocidade
Nikolas Tombazis, diretor de monopostos da FIA, afirmou que o defeito surgiu por uma combinação incomum de fatores. “Houve uma combinação de circunstâncias que fez com que esse bug se manifestasse”, disse.
O dirigente também reconheceu que a preparação para esse tipo de situação não foi completa. “Não conseguimos testar o software tão exaustivamente quanto gostaríamos”, afirmou Tombazis ao explicar por que a falha só apareceu na corrida em pista molhada.
O sistema envolvido vinha sendo desenvolvido em conjunto com as equipes ao longo de vários anos, mas a condição específica de velocidade muito baixa durante a volta de formação acabou expondo a falha.
Relato de pilotos e correção emergencial
Entre os pilotos afetados, Oliver Bearman descreveu a perda repentina de resposta do carro. “Era como se não estivesse conectado e o motor estivesse apenas em marcha lenta”, relatou sobre o que sentiu ao acelerar.
Depois de identificar a origem do problema, a FIA fez uma atualização para retirar limites de energia em setores considerados problemáticos e viabilizar a retomada da prova. “Felizmente, nossa equipe entendeu o problema muito, muito rapidamente”, afirmou Tombazis.
A federação ainda não apresentou uma resposta formal sobre eventual impacto da falha no motor de combustão interna dos carros atingidos.
































