“Pierre Gasly recebeu 13 mil ameaças de morte. 13 mil!”, disse Ben Sulayem ao comentar a gravidade do episódio. Segundo ele, a FIA pretende agir contra os responsáveis dentro da política da entidade para combater violência digital.
Presidente da FIA fala em banimento de quem promover ataques
Ao detalhar a linha adotada pela federação, Ben Sulayem afirmou que a punição pode atingir pessoas ligadas ao ambiente da categoria, inclusive fora da pista. “Se o ódio vier de alguém que é espectador, vamos bani-lo”, declarou.
A FIA vincula essa atuação à campanha United Against Online Abuse, criada para enfrentar ataques e assédio nas plataformas digitais. Ben Sulayem também cobrou posicionamento dos próprios pilotos diante de suas bases de fãs. “Os pilotos da F1 têm fãs e podem dizer a eles: ‘Parem’”, afirmou.
Caso começou após episódio entre Gasly e Colapinto
Os ataques a Gasly começaram depois de um episódio envolvendo Colapinto, quando o francês o segurou sem ordem da Alpine. A repercussão nas redes sociais levou Colapinto a se afastar dessas plataformas para se concentrar na carreira, depois de ataques dirigidos tanto a ele quanto a rivais.
Gasly condenou o conteúdo recebido. “Esse comportamento é completamente inadequado”, afirmou o piloto.
Alpine também ameaça restringir entrevistas de Colapinto
Dentro da Alpine, o tema também provocou reação pública. Flavio Briatore, dirigente da equipe, disse que poderá impedir Colapinto de conceder entrevistas caso os ataques continuem. “Se essa situação não mudar, [Colapinto] poderá deixar de falar com a televisão”, declarou.
A manifestação de Ben Sulayem amplia o tom adotado pela FIA no debate sobre abuso online ao citar, de forma direta, a possibilidade de excluir espectadores e jornalistas envolvidos nesse tipo de comportamento.