John Elkann, presidente da Ferrari, e Benedetto Vigna, CEO da companhia, vêm tentando convencer Coletta a assumir a operação da F1. Até aqui, porém, o dirigente não aceitou o convite. A avaliação interna é de que ele não vê em seu currículo a experiência certa para a função e também observa com cautela o histórico recente do cargo dentro da própria Ferrari.
Coletta acumula resultados no endurance, mas não quer trocar de área
Coletta está na Ferrari desde o fim dos anos 1990 e lidera o programa de endurance da marca desde 2014. Nesse período, consolidou um dos ciclos mais vitoriosos da área: entre 2023 e 2025, a Ferrari conquistou três vitórias seguidas nas 24 Horas de Le Mans sob sua gestão. No ano passado, também chegou ao título mundial.
Ao explicar sua resistência à mudança para a Fórmula 1, Coletta foi direto: “Vejo a Ferrari queimar carreiras uma atrás da outra.”strong>
O receio tem base no histórico recente. Desde que Coletta chegou à Ferrari, a equipe teve seis chefes diferentes na Fórmula 1. O último a conduzir a Ferrari a um título mundial foi Stefano Domenicali, em 2008.
Pressão sobre Vasseur cresce em meio a desempenho técnico abaixo do esperado
Parte da pressão sobre Vasseur está ligada ao desempenho do carro nesta temporada. As atualizações de motor da Ferrari não conseguiram reduzir a diferença para a Mercedes, e a disputa pelo título perdeu força ao longo do campeonato.
Mesmo com esse cenário, Vasseur segue como um dos chefes de equipe mais longevos do grid atual, em empate na terceira posição nesse recorte. A permanência dele, no entanto, passou a ser debatida enquanto a Ferrari analisa alternativas para o comando esportivo.
Entre os nomes ligados ao assunto, Christian Horner manifestou interesse em se juntar à Ferrari. Em paralelo, Lewis Hamilton chegou a criticar publicamente a forma como Vasseur conduziu a situação envolvendo Kimi Antonelli.