O acidente aconteceu na volta 2 de 53 em Monza e submeteu Leclerc a um impacto de 60G. A análise da equipe contradiz uma das leituras levantadas logo após a corrida, quando Martin Brundle comentou que o piloto havia batido depois de um pico de potência do motor da Ferrari.
Ferrari aponta irregularidade na pista como fator do acidente
A explicação adotada pela Ferrari coloca o foco no ressalto de drenagem na saída da Parabolica. Ainda assim, o peso exato desse fator não foi detalhado, e as avaliações iniciais sobre o acidente também chegaram a levantar a possibilidade de erro do piloto.
A definição é relevante porque a equipe pretende apenas substituir a transmissão de Leclerc em Madri, sem levar o carro para uma condição que o empurre para o fim do grid. A etapa marcará a estreia do Madring no calendário do GP da Espanha, encerrando uma sequência de 35 anos do Circuit de Barcelona-Catalunya como sede da prova.
Monza também marcou estreia da unidade de potência final da Ferrari
Além da investigação sobre a batida, o fim de semana em Monza também foi importante no lado técnico da Ferrari. A equipe introduziu ali sua unidade de potência final da temporada, com um ganho adicional de 5 hp.
No mesmo contexto, a discussão sobre desempenho em reta ganhou espaço dentro da equipe. Fred Vasseur, chefe da Ferrari, resumiu a preocupação ao afirmar que “a velocidade de reta da Ferrari é um grande problema”. Já Lewis Hamilton fez uma avaliação oposta sobre o comportamento do carro em Monza: “A velocidade de reta da Ferrari em Monza foi impressionante”.
A Ferrari também trabalha com a possibilidade de voltar a uma especificação mais antiga da unidade de potência em Singapura, depois de ter utilizado em Monza a atualização final do conjunto para a temporada.