No centro dessa pressão está John Elkann, presidente da Ferrari, que reforçou internamente a necessidade de coesão. A irritação do dirigente com o cenário foi resumida na avaliação de que ele “ficou irritado com o que viu e ouviu” sobre a situação vivida pela equipe.
Cobrança da direção vai além dos resultados na pista
A pressão sobre a Ferrari não se limita ao desempenho esportivo imediato. Dentro da equipe, o entendimento é de que cada vitória ou pódio perdido aumenta o desgaste sobre a organização, especialmente em um momento em que os conflitos internos passaram a ocupar espaço relevante no ambiente do time.
Por isso, a avaliação é que a gestão da convivência não pode ser deixada apenas nas mãos dos pilotos. A cobrança agora envolve a estrutura da equipe, que precisa agir para evitar que atritos internos continuem afetando o funcionamento do grupo.
Alinhamento entre pilotos vira prioridade na Ferrari
Entre os pontos vistos como mais urgentes está o alinhamento de expectativas entre os dois lados da garagem. A Ferrari trabalha com a necessidade de estabelecer parâmetros mais claros para reduzir novos choques internos e impedir que a disputa dentro da própria equipe siga ampliando a pressão já existente.
Esse cenário também atinge Frédéric Vasseur, que estaria irritado com a situação. O dirigente lida com um ambiente mais tenso justamente no momento em que a Ferrari tenta reorganizar sua condução interna antes da sequência da temporada.
A própria equipe não trata um único fim de semana de corrida como solução para o problema. A avaliação é que os episódios recentes deixaram pendências que exigem mais do que uma resposta pontual em Interlagos, com a necessidade de reorganizar a convivência e alinhar internamente o que espera de seus pilotos.