Na declaração, Hamilton afirmou: “Acho que isso se resume a regras de engajamento”. A fala tratava de questões operacionais vividas pela Ferrari nas últimas corridas e acabou não aparecendo no material de áudio enviado aos jornalistas.
Monza e Zandvoort ampliaram a tensão interna
O comentário se soma a outras críticas feitas por Hamilton recentemente. Em Zandvoort, o piloto fez observações sarcásticas sobre seus engenheiros. Já em Monza, voltou ao tema depois de um incidente no qual despencou de quarto para décimo lugar e disse que a Ferrari não tinha regras de engajamento.
A resposta pública da equipe veio por meio de Fred Vasseur, chefe da Ferrari. Ao rebater a cobrança de Hamilton, ele disse que os comentários do piloto “não refletiam a realidade”. No mesmo episódio, Charles Leclerc reconheceu que havia passado do ponto ao defender sua posição na pista.
Sequência sem pódio agravou quadro esportivo
As críticas surgem em um momento de perda de terreno de Hamilton na temporada. Depois do GP da Inglaterra, ele aparecia 32 pontos atrás de Kimi Antonelli. Seis corridas mais tarde, a diferença subiu para 103 pontos.
Nesse intervalo, Hamilton não terminou no pódio nenhuma vez. A falta de resultados ampliou o peso das discussões internas, especialmente porque a comparação direta no campeonato ficou mais desfavorável ao piloto ao longo dessas provas.
SF-26 também entrou no centro das cobranças
Além dos episódios operacionais, o desempenho do SF-26 também aparece no pano de fundo da fase ruim. O carro expôs limitações da Ferrari em comparação com a Mercedes, embora houvesse a avaliação de que o projeto tinha nível para desafiar a rival se fosse extraído ao máximo.
Nos bastidores, circularam relatos de que Hamilton queria mudanças no pessoal de pista antes de 2027. O piloto negou essas informações nas redes sociais. O histórico recente ainda inclui um dado incômodo: em 2025, Hamilton terminou a temporada sem conquistar um único pódio.