No projeto dos carros, a principal mudança foi a redução de tamanho. O regulamento fixou entre-eixos máximo de 3.400 mm e largura de 1.900 mm, além de baixar o peso mínimo para 768 kg. O novo ciclo também inclui mudanças de gestão de energia e aerodinâmica ativa, dois dos pontos centrais do regulamento adotado para este campeonato.
Nova unidade de potência elimina o MGU-H
Na parte mecânica, a Fórmula 1 manteve a base com motor V6 1.6 turbo, mas alterou a arquitetura da unidade de potência. O MGU-H foi retirado do projeto, enquanto o MGU-K passou a entregar cerca de 350 kW. Os motores também passaram a usar combustível 100% sustentável.
A combinação entre novo desenho da unidade de potência, gestão de energia e mudanças aerodinâmicas abriu uma fase de adaptação para equipes e pilotos. Ainda não há um quadro fechado sobre como essa relação entre desempenho e recuperação de energia vai se traduzir na pista ao longo do regulamento.
Teto orçamentário sobe para US$ 215 milhões
O ciclo de 2026 também trouxe mudança no aspecto financeiro. O teto orçamentário subiu para US$ 215 milhões por temporada, dentro de um regulamento que reúne pontos técnicos, esportivos e financeiros no mesmo pacote.
As alterações chegaram em um ano em que a Fórmula 1 manteve 24 etapas no calendário, com abertura em Melbourne, e passou a ter a Cadillac como 11ª equipe do grid. Entre as fabricantes e marcas citadas no novo contexto da categoria também aparecem Audi, Red Bull Ford e Pirelli.
F1 já definiu o calendário de 2027
A Fórmula 1 também anunciou em 16 de setembro de 2026 o calendário da temporada 2027, novamente com 24 GPs. A programação do ano seguinte prevê 10 corridas Sprint, incluindo as etapas de São Paulo e Mônaco.
Sobre a montagem do calendário de 2027, Stefano Domenicali disse: “Estou feliz em ver Portimão de volta”. Até o momento, não há confirmações de novas equipes para 2027.