Montezemolo, que comandou a Ferrari entre 1991 e 2014, associou o cenário à falta de competitividade e à necessidade de uma estrutura forte de comando. Durante sua gestão, a equipe conquistou seis títulos de pilotos e oito de construtores.
“A Ferrari hoje não está vencendo, mas também não é competitiva”, disse Montezemolo. Em outra crítica, acrescentou: “O que eu acho mais difícil de aceitar, como torcedor da Ferrari, é que eles não estão mais lá, nem perto”.
Distância para rivais aumentou na temporada
A Ferrari iniciou 2026 acreditando que poderia brigar pelo título de construtores, mas a diferença para os principais concorrentes cresceu ao longo do campeonato. Lewis Hamilton, um dos pilotos da equipe, já aparece mais de 100 pontos atrás de Kimi Antonelli, enquanto a Ferrari soma apenas uma vitória de Hamilton e uma de Charles Leclerc desde o ano passado.
Mesmo com o currículo combinado de 261 pódios de Hamilton e Leclerc, a equipe não consegue transformar a experiência da dupla em uma campanha de título. O quadro prolonga um jejum que se aproxima de 18 temporadas sem conquistar nem o campeonato de pilotos nem o de construtores.
Crítica também passa por liderança e execução
Montezemolo afirmou ainda que, para vencer na Fórmula 1, a equipe precisa de organização perfeita e liderança forte. “Na F1, você precisa de uma organização perfeita e de um líder forte”, declarou.
Além dos resultados, o contexto esportivo da Ferrari inclui dificuldades de desempenho e de operação ao longo da temporada. A falta de potência do carro afetou o rendimento, e execuções ruins também atrapalharam a equipe a aproveitar melhor o potencial disponível.
A Ferrari não coloca um piloto na briga pelo título até a corrida final desde Fernando Alonso, em 2012. Ainda assim, a equipe está a 40 pontos de igualar a pontuação total que obteve em 2025.